sábado, 2 de agosto de 2014

Como Educar Seu Filho

Socorro! Está Impossível Educar o Meu Filho 



O verdadeiro educador aprendeu a partir da dúvida, e agora, ensina sem seguir a turba...
Criança chateada
Não é possível construir uma coisa consistente e sólida sobre um alicerce deformado...
Mediante as dificuldades cotidianas de se educar os filhos, vê-se a necessidade de agir com maior rigor, utilizando-se de um planejamento a ser compreendido e discutido entre todos aqueles que convivem com as crianças. É importante criar um método que ajude no processo educacional dos filhos. Não obstante, agir organizadamente traz mais harmonia para dentro dos lares, além de gerar a gostosa sensação de se estar cumprindo a vital missão: educar o ser humano para uma vida mais plena.

Faz-se necessária a lembrança de que a educação infantil deve acontecer em casa, e que à escola compete a formação acadêmica, acrescida de alguns valores. Portanto, é um casamento de forças educacionais e não um jogo de empurra-empurra, no qual a criança deixa de ser educada e de quebra sente-se um transtorno. A educação leva tempo, não ocorre da noite para o dia. Ela é um processo. Não somos máquinas programáveis, somos gente, que necessita de desenvolvimento e maturidade para tornar a vida melhor.

Os últimos tempos têm dado amostras de resultados desastrosos de uma educação com baixos limites em sua estrutura, além da bola-de-neve dos relacionamentos ruins que são desenvolvidos, parte como consequência deste equívoco. Contudo, a natureza é especial, e as possibilidades favoráveis são ilimitadas. Para aqueles que despertam com nova esperança em seus corações, encontrarão força para fazer a diferença, de seu jeito particular, próprio de cada família.



Destacam-se alguns pontos-chave no processo de educação. Eles determinam o grau de êxito em cada caso. São o sacrifício, acordo, objetivos, conhecimento, paciência, firmeza e perseverança. Acrescente outros itens que desejar e melhore ainda mais este encontro de boa vontade na educação dos filhos.

1. SACRIFÍCIO: A tarefa da Educação requer sacrifícios como o da paciência, perseverança e firmeza. Tudo tem um preço na vida. Compreender o resultado do sacrifício ajuda a tornar o custo mais leve. Há tempos as pessoas evitam os sacrifícios, cujo termo significa: privação de coisa apreciada.

2. ACORDO: Todos os cuidadores precisam conhecer e estar de acordo, e agir em parceria. Assim, a força estará concentrada na união e na aprovação sobre a forma de se educar, em comum acordo. A criança percebe o conjunto coerente.

3. OBJETIVOS: Estas tarefas de Educação visam a educar a criança e, consequentemente, trazem mais harmonia para o lar. Todos devem ter conhecimento acerca do que se pretende com a educação.

4. CONHECIMENTO: A criança, a partir de 2 anos de idade aproximadamente, testará e contestará os pais, utilizando-se da famosa birra (choro, esperneação, etc) como instrumento para esta finalidade "Quem não chora, não mama".

5. PACIÊNCIA: Sem a paciência desistimos de nossos projetos, com ela, nos alimentamos diariamente, dando forças para a firmeza.

6. FIRMEZA: Manter a prática firme da educação e criar o seu hábito levam a consistência e a segurança da criança. Lembre-se que o tempo gera o hábito. O hábito gera economia.

7. PERSEVERANÇA: No dia.a.dia é que se constrói a educação, portanto, a sua manutenção persistente é fundamental. A constância permite um resultado bem melhor.

Vale lembrar a questão humana presente na vida familiar: o quanto se está envolvido com os filhos e as influências causadas nos pais em virtude de seus comportamentos. Ou seja, tolera-se ou não certos comportamentos infantis de acordo com algumas experiências passadas dos pais, tais como o choro, as dificuldades, etc. Os pais podem estar "cegos" mediante certos comportamentos dos filhos. A história de vida é singular. Cada um tem a sua, inclusive a criança. Misturar as estações só dificultará o processo educacional, e de convivência. Não é tarefa fácil, todavia vale a pena. exaustivo trabalho, além do acúmulo de noites mal dormidas, etc. No entanto, a culpa apenas dificulta a educação, diminuindo as chances de se praticar o que é necessário. Os pais acabam invertendo as prioridades, dão o que não deve, a exemplo dos presentes. Não compre os filhos com coisas, compartilhe educação.

Algumas regras colaboram no processo da educação infantil:

  • Estar disposto a certos sacrifícios.

  • Manter comunicação constante. As conversas fazem parte da educação.

  • Não atender as birras, mas aos pedidos.

  • Expor à criança que só será atendida se pedir em tom de voz normal.

  • Evite usar os personagens de televisão para amedrontar ou punir os filhos, faz mais sentido alegar que são os pais ou cuidadores que estão educando.

  • Não voltar atrás.

  • Oferecer algum tempo diário para se dedicar aos filhos, carinho, brincadeiras, etc.

  • Evite a contradição entre o que é dito pelos pais. A criança se sente confusa e dividida.

  • Os pais são o modelo a ser seguido. Pense que tipo de modelo é o seu.

  • Não acredite que o tempo, por si só, dará jeito na situação. Não haveria sentido em existir a educação.
O pedido de socorro emitido pelos pais é compreensível, porém, a criança também grita por ajuda. A birra é uma forma de saciar os prazeres infantis, entretanto, quando atendida, ela agrada e ao mesmo tempo gera um mal estar na criança, que precisa de educação. Quando nos sentimos sem apoio (limites), a angústia é a sensação que expressa tais circunstâncias. O sacrifício de manter a educação é a luta diária que cabe aos pais, e que tem como recompensa a boa formação. Sacrifício requer uma cota de entrega. Em Efésios 5:2, temos: "e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave".

Pense profundamente sobre a entrega que deseja empreender. O método que persiste é aliviado pelo tempo. A criança aprende e cria os seus mecanismos próprios. Creia nela e em suas possibilidades de educação.

                                  Como educar seu filho Dicas




 Ano novo é um ótimo  momento de avaliar como anda a educação dos seus filhos. Conversamos
 com Carmen Costa, psicopedagoga, psicomotricista e professora  de Educação Física. Ela trabalha há mais de 20 anos com bebês e crianças pequenas e é conhecida por muitas mães como uma “personal baby”. 

A dica essencial
“Dar carinho: não significa comprar um brinquedo novo e sim dar atenção.  O amor e a atenção dos pais são as maiores motivações  da criança. Alguns problemas aparecem quando a família não dá atenção aos filhos ou quando só se dirigem a eles na hora de dar bronca. E um problema de disciplina pode desaparecer quando os pais desviam a atenção para as coisas positivas e ignoram algumas de suas travessuras.  As recompensas de ordem afetiva são as mais apreciadas, pois fazem com que a criança sinta orgulho de si mesma e reaja bem ao próximo desafio que a vida lhe apresentar.”

Não esqueça que sempre é hora de dar limites
“Cuidado para não acontecer o que hoje ocorre em muitas famílias, em que os pais se tornam reféns de seus filhos. Educar não é permitir tudo. Proibições e linhas de conduta são necessárias ao desenvolvimento da criança. Não proporcionar aos filhos uma sólida e clara consciência de limites significa expô-los a graves riscos e dificuldades no futuro. A moderna psicologia afirma com segurança que um delinqüente não costuma surgir na adolescência: ele é ‘fabricado’ entre os 2 e os 5 anos de idade.”


A culpa de quem trabalha muito
“A relação entre pais e filhos tem mudado ao longo dos anos. Hoje em dia o casal necessita desempenhar atividades profissionais fora do ambiente familiar, e é neste momento que a culpa aparece. Não chegue em casa todo dia com um brinquedo novo para se sentir menos culpado ou não vá logo assistir o jornal na televisão, deixe para assistir quando ele estiver dormindo. Ao chegar em casa não esqueça de dar total atenção ao seu filho, sente no chão e brinque. Converse com a criança e diga como foi o seu dia e pergunte o que ele fez durante o dia. A qualidade do tempo em quem você fica com seu filho é muito importante.”

Enquanto estiver no trabalho, fique próximo de seu filho pelo telefone. Ligue, pergunte o que ele está fazendo, conte algo sobre o seu dia, ou apenas telefone para contar quanto gosta dele. Essas pequenas atenções significam qualidade e quantidade nas relações.”


TV pode ser positiva na educação dos filhos

             
Aprenda com seu filho

“O grande professor é justamente aquele bebê que tanto preocupa. E nesta tarefa, como em tantas outras, eles são muito competentes. Quando os pais estão em dúvida sobre seus procedimentos, basta verificar qual é a opinião do bebê, pois ele com certeza irá demonstrar se está certo ou errado. O bebê ensina através de seus movimentos, gestos, olhares, sorrisos ou choros. Se os pais estão no caminho certo o seu rosto refletirá tranqüilidade e satisfação, seu corpo estará relaxado e suas reações serão organizadas e previsíveis. E os pais entenderão estes códigos num tempo muito mais curto do que o imaginado, o melhor professor vai ser o bebê, cuja linguagem muito especial - a do comportamento – é a melhor lição.
           
A crise de autoridade dos pais em relação aos próprios filhos é um sério problema do mundo moderno. Há entre os psicólogos, crescente consenso de que os pais devem estabelecer limites. Saber o que é permitido e o que é proibido faz com que a criança compreenda o seu lugar. Mesmo as crianças muito novas são capazes de entender o sentido de um sim e de um não. A criança precisa de regras claras, simples e fixas para entender o mundo e se sentir segura.”

Crianças mimadas
 “Não precisa ser filho único para ser mimado, porém quando você tem só um filho, costuma viver todos os momentos com ele, para ele e por ele. Tenha cuidado!

Algumas dicas para que ele não fique “mimado” e não sofra depois no futuro:
- Converse sempre com ele e mostre as regras da casa e o quanto é importante segui-las e nunca quebre uma regra;
 - Não pare tudo que estiver fazendo para atendê-lo. Explique, com carinho, que nem tudo pode ser feito na hora que ele quer. Afinal, na vida é assim;
 - Aprenda a dizer não. É melhor que seu filho saiba lidar com respostas negativas desde pequeno;
-  Se você falou não, é não. Mas, se você mudar de atitude ou de opinião diante do choro ou escândalo dele, você irá perder a autoridade sobre seu filho;
 - Não faça por ele as tarefas que ele tem que realizar sozinho, pois assim ele irá se tornar uma criança completamente dependente de você.”
           
Perceba que todas estas atitudes poderão ser seguidas com todos os filhos e não só para filhos únicos.

Saiba mais no site de Carmen

                                  Aprenda a estimular a inteligência do seu filho


 Hoje a escola corresponde apenas a uma pequena parte da rotina das crianças. Há aulas de inglês, informática, teatro, esportes e música. Mas é possível, na prática, estimular a inteligência dos filhos? Pesquisas dizem que sim. Estudo publicado na revista Psychological Science mostra que a formação musical pode melhorar em 90% a inteligência de crianças entre 4 e 6 anos, estimulando vocabulário, tempo de reação e precisão. 

De acordo com a educadora Andrea Ramal, autora do livro “Depende de você: Como fazer de seu filho uma história de sucesso” (Editora GEN, R$ 29, 222 páginas), “cursos extracurriculares são muito importantes para o desenvolvimento do intelecto infantil, mas é preciso saber dosar. Essas atividades não devem consumir todo o dia da criança, já que ela pode ficar cansada ou até mesmo sem tempo para o estudo”.

Quanto maior o envolvimento dos pais, maiores as notasAndrea explica que acompanhar os estudos dos filhos é fundamental para que ele seja um bom aluno. “Em países que se mantêm no topo da educação mundial, como Finlândia e Coreia do Sul, existe forte orientação das escolas para que os pais acompanhem o desenvolvimento educacional dos filhos. Estudos mostram que quanto mais os pais se envolvem, melhores serão as notas”.

A educadora explica que, até os 6 anos, as brincadeiras têm tudo que os filhos precisam para o  desenvolvimento psicomotor, mas é preciso estimular a sede por conhecimento desde cedo. “Pergunte como seu filho foi na escola, se aprendeu algo novo. Pais devem mostrar que valorizam o estudo e têm interesse pela vida educacional da criança”. A partir dos 6 anos, Andrea recomenda que os pais organizem o horário de estudo das crianças, reservando de 1 a 2 horas diárias para o conteúdo ensinado em sala de aula.

               Para não atrapalhar os estudos, tempo na internet deve ser negociado
                 

                                Mitos e verdades sobre a criança e a televisão


 De acordo com estudo recente, realizado por pesquisadores da Universidade da Virginia, nos Estados Unidos, crianças de quatro anos que assistem desenhos com ritmo acelerado, como o famoso Bob Esponja, podem desenvolver déficit de atenção e problemas de comportamento. A televisão no quarto pode ser prejudicial à saúde das crianças? E qual o número máximo de horas que uma criança pode assistir? A seguir, confira mitos e verdades sobre a relação entre a criança e a televisão. 


  • 1 Televisão é entretenimento e, por isso, não é capaz de fazer mal à saúde das crianças
    Mito. De acordo com estudo publicado na revista britânica “Biologist”, o número excessivo de horas em frente à televisão pode provocar problemas de saúde nas crianças, como obesidade, diabetes, autismo e puberdade precoce nas meninas. A psicóloga Roberta Lopes afirma que “o déficit de atenção não passa com o tempo. Isso significa que o transtorno adquirido na infância permanecerá ao longo da vida adulta, refletindo na vida acadêmica e profissional do indivíduo. A dificuldade em manter o foco em uma atividade, falta de organização, pouca motivação e impulsividade são traços facilmente percebidos em adultos com o problema”.
  • 2
    Filmes violentos deixam as crianças mais agressivas
    Verdade. Segundo estudo publicado na revista científica “Psicologia: Reflexão e Crítica”, crianças que acabaram de ser expostas a um filme violento poderão resolver conflitos familiares e com amigos através de atitudes agressivas. A pesquisa, que analisou 160 crianças, mostrou que o comportamento agressivo do sexo masculino aumentou após assistirem a um filme violento com heróis na trama. O mesmo não aconteceu com as meninas pesquisadas. 
  • 3
    Tenho a rotina corrida e não há problema em deixar as crianças em frente à TV enquanto resolvo outras questões
    Mito. A psicóloga Roberta diz que “os pais tem a obrigação de estimular o bom desenvolvimento físico e mental dos filhos, inclusive, observando o que eles assistem. Crianças não devem assistir TV sem que haja o mínimo de controle sobre suas escolhas, sob o risco de prejudicar seu desenvolvimento cognitivo comportamental”.
  • 4
    Crianças não devem ter televisão no quarto
    Verdade. Segundo estudo realizado por pesquisadores da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e da Stanford University, que analisou 400 crianças do ensino primário e seus pais, aquelas que possuíam televisão em seus quartos obtiveram notas significativamente mais baixas nas provas da escola. Por outro lado, a mesma pesquisa concluiu que ter um computador em casa está associado a notas mais altas nas provas. Segundo a psicóloga Roberta Lopes “a TV no quarto das crianças dificulta o controle do conteúdo a que têm acesso. O ideal seria que o aparelho estivesse em um cômodo onde a família se reúne e pode participar”.   
  • 5
    Bebês podem ficar em frente à TV por que não entendem o que está sendo exibido
    Mito. De acordo com pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, assistir televisão é especialmente prejudicial ao desenvolvimento de crianças até dois anos de idade. De acordo com a pesquisa, até essa idade, bebês não deveriam assistir a nenhum tipo de programa na televisão. A partir dos dois anos, os pais poderiam liberar as crianças para assistir até duas horas de TV por dia.

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